Sintest-Ba participa de agenda da equipe do Trabalho do governo Lula

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Proposta unificada das centrais sindicais baianas entregue pela CTB Bahia.

Um sábado marcado pelas contribuições do movimento sindical baiano para a reconstrução do Brasil com a valorização do trabalho. No auditório do Sinpojud, em Salvador, representantes sindicais apresentaram suas proposições ao deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), parlamentar baiano no GT do Trabalho da transição de governo e proponente do debate “Diálogo sobre os desafios do novo governo no mundo do trabalho”.

O evento foi construído em parceria com a CTB Bahia e teve a participação das centrais Força Sindical, UGT e Nova Central. “É muito importante esse debate para o sindicalismo baiano com nossos representantes nas discussões para a transição de governo. A reconstrução do Brasil precisa reverter a precarização do trabalho, aprofundada pela reforma trabalhista. Precisa resgatar direitos importantes, que garantem proteção aos trabalhadores e as trabalhadoras, diante da exploração patronal. Tem que garantir desenvolvimento econômico com valorização do trabalho”, disse Rosa de Souza, presidenta da CTB.

 

A sede do Sinpojud ficou repleta de participantes esperançosos em construir novos rumos para a classe no país. O deputado federal Daniel Almeida abriu o encontro explicando as tarefas do GT.  “No dia 30 deste mês teremos que apresentar um trabalho preliminar e é por meio da participação de vocês que vamos apresentar um diagnóstico real da situação. Os trabalhos do GT foram divididos em 14 subgrupos com temáticas que vão nortear as ações de governo, inclusive algumas são imediatas. Precisará ser feito revogações, discutir propostas para o salário mínimo já para 2023, apontar mudanças nas leis trabalhistas e a estruturação do Ministério do Trabalho.”

Participando pelo Zoom, Rafael Lucchesi, diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria e membro do GT da Indústria, Comércio e Serviços, destacou que o Brasil vive um momento de vazio sobre discussões importantes. “O País investe menos em ciência, tecnologia e pesquisa, prejudicando nosso desenvolvimento econômico. A Lava-Jato destruiu a capacidade produtiva das nossas grandes empresas. Agora, precisamos de políticas de reindustrialização, como fizeram China, Singapura e Coréia do Sul, por exemplo. É importante essa unidade do movimento sindical em torno de uma agenda comum, através das centrais, para revertermos esse quadro”, afirmou.

Também pelo Zoom, o presidente da CTB Brasil e integrante do GT que trata da saúde e segurança no trabalho, Adilson Araújo, destacou que o GT cumprirá um papel de assessorar ações para que quem assumir o ministério, possa formar um programa de valorização do trabalho e do trabalhador. “Vamos indicar enquanto Centrais uma proposta de salário mínimo de R$1342,00 e solicitar a criação de um Fórum de discussão permanente que recupere o protagonismo dos trabalhadores nas discussões do mundo do Trabalho, o fortalecimento dos sindicatos e a revogação de pontos abusivos instituídos pela reforma trabalhista”, pontuou.

“Os sindicatos precisam estar unidos e certamente terão um papel muito importante nesta nova fase. Quando assumi o Sintest com Firmino procuramos criar laços com vários sindicatos baianos e construímos relações que ampliaram muito a atuação do Sintest-Ba, extrapolamos os muros das universidades. O nosso Fórum se fortaleceu ainda mais ao fazer parte da CTB, estamos ocupando espaços muito importantes que vão reverberar com certeza em melhorias para a categoria. Nos últimos anos fomos duramente atacados no nosso fazer laboral e nos nossos direitos, portanto os servidores públicos precisam se reconhecer como classe trabalhadora e não como agentes especiais ligados ao governo, logo é por meio da nossa presença como sindicato nestes momentos que poderemos fortalecer a pauta dos trabalhadores tanto no governo federal, como estadual e reconstruir o nosso país. Não podemos também criar grandes expectativas porque o Congresso e Câmara tem uma composição que não favorece nossas ações, mas neste momento temos um governo de transição que terá a tarefa fundamental de recolocar nosso país nos trilhos. Daniel Almeida se tornou um grande parceiro, assim como a deputada federal Alice Portugal nas pautas apresentadas pelo Sintest-Ba e pelo Fórum, temos boas perspectivas para melhorias nas condições de trabalho e bem estar da categoria nas universidades por meio do apoio deles”, disse Daiana Alcântara, diretora geral do Sintest-BA,  coordenadora da Regional Portal do Sertão da Ctb-Bahia e diretoria plena da CTB Nacional.

O trabalho do GT se dissolverá com a entrega do documento no dia 11 de Dezembro de 2022 com o compromisso de buscar mecanismos de acompanhamento das propostas ao longo do novo governo.

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