O Sintest-BA marcou presença na tarde de sexta – feira (28/11), da cerimônia que homenageou o esforço e a dedicação da professora da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Sandra Nívia Soares, agraciada com o título de “Educadora do Ano”, concedido pela Academia de Educação de Feira de Santana. O reconhecimento destaca o impacto social do projeto Alfagaris, desenvolvido junto aos trabalhadores da limpeza pública e considerado uma iniciativa transformadora no cenário educacional do município. Realizada no módulo 6 do campus da Uefs, a programação reuniu alunos do projeto Alfagaris, membros da comunidade universitária, representantes da Academia de Educação, além de amigos e familiares da homenageada.
Visivelmente emocionada, a professora Sandra Nívia ressaltou o caráter coletivo da conquista: “Fico feliz porque é uma trajetória reconhecida, mas não individual. Ninguém faz nada sozinha. É também uma vitória da Uefs, porque o projeto é institucional, e o Alfagaris demonstra, com uma visibilidade nunca vista, o papel social da universidade. Que esse prêmio inspire outros projetos que contribuam para Feira de Santana, para a Bahia e para o Brasil”, afirmou.

A diretora geral do Sintest-BA, Daiana Alcântara, também destacou a importância da iniciativa: “Esse projeto sempre despertou nosso interesse e apoio. A educação da classe trabalhadora sempre foi defendida pelo sindicalismo. Tivemos oportunidade de conversar com a Profa. Sandra e também com a Profa. Suzi Barnoni sobre a necessidade de essa iniciativa ser desenvolvida dentro do nosso campus, com os trabalhadores da limpeza e higienização, mas até hoje, não conseguimos esse avanço, infelizmente. José Carlos da Silva é vice-presidente do Sintralp e participa desse projeto pela Sustentare. Imagine se conseguíssemos desenvolver entre os trabalhadores daqui? Ele seria exemplo e motivação para sua base. Espero que a Administração da Uefs possa abraçar esse pleito. Ainda que o Sintest-BA não os represente, somos parceiros do Sintralp e acreditamos na educação. Nossa categoria sabe bem como a oportunidade de estudo no ambiente de trabalho muda vidas. Na gestão da Profa. Anaci Paim, foi ofertado o ensino fundamental e médio no espaço que hoje é a Creche. Muitos servidores que hoje são aposentados fizeram e receberam seus diplomas e, por conta dessa iniciativa, a Uefs é a única UEBA que não possui, no seu quadro, servidores de Nível de Apoio. Por conta do estudo e da articulação política, os trabalhadores foram enquadrados e hoje são aposentados numa condição de carreira melhor. Nesse sentido, seria um grande avanço ver a Uefs oferecer alfabetização e EJA para os trabalhadores. Quem sabe, na escola nova à noite ou no espaço do Colégio Ferreira Pinto, não se possa fazer essa parceria e, de quebra, termos também o ensino médio para nossos filhos? Vamos colocar isso em pauta”, disse Daiana Alcântara.




