Neste 25 de novembro de 2025, o Sintest-BA marcou presença na Marcha das Mulheres Negras, que reuniu milhares de mulheres de todas as regiões do país na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A data celebra os dez anos da histórica marcha de 2015, reafirmando que a luta das mulheres negras segue viva, necessária e cada vez mais potente.
Sob o lema “Reparação e Bem Viver”, a mobilização reforça que a sobrevivência e a dignidade da população negra seguem como pauta urgente no Brasil. As mulheres negras voltam às ruas para denunciar as desigualdades raciais, reivindicar políticas públicas efetivas e reafirmar que nossas vidas importam que nossos passos vêm de longe e que o futuro é agora.
História de luta
A Marcha das Mulheres Negras surgiu a partir do sonho de Nilma Bentes e da articulação de centenas de organizações negras em todo o país, que desde 2011 constroem uma plataforma nacional de enfrentamento ao racismo, ao sexismo e às violências que atingem de maneira desproporcional as mulheres negras.
Dez anos depois da realização que reuniu mais de 100 mil mulheres em Brasília, a Marcha segue como força política e social, reafirmando memória, resistência e futuro.
Programação e pautas centrais
Ao longo da manhã, palavras de ordem, cantos, discursos e performances ocuparam a Esplanada, transformando o espaço em um grande território de reafirmação da identidade negra e de solidariedade entre mulheres de diferentes gerações.
A programação segue durante todo o dia:
- 15h – Shows gratuitos com artistas negras de várias regiões do país, na área externa do Museu Nacional.
- 19h30 – Audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, quando representantes da Marcha apresentarão reivindicações relacionadas principalmente às políticas de segurança pública e ao enfrentamento da violência estatal. A comitiva deve destacar, entre outros pontos, a necessidade de respostas diante da recente chacina ocorrida na Penha, no Rio de Janeiro, que reacendeu denúncias sobre práticas policiais violadoras de direitos humanos.
O SINTEST-BA foi representado pela diretora geral, Daiana Alcântara, e pela diretora suplente, Maria das Graças, que acompanharam as atividades e reforçaram o compromisso da entidade com a luta antirracista e feminista.

Para a diretora – geral do Sintest-BA, Daiana Alcântara, a presença na Marcha reafirma um compromisso histórico: “Estar na Marcha das Mulheres Negras é reafirmar nosso compromisso com a luta histórica das mulheres que constroem este país com força e dignidade. Reparação e bem viver são direitos que precisam ser garantidos pelo Estado. As mulheres negras enfrentam as maiores desigualdades, mas também protagonizam mudanças profundas. O Sintest-BA está aqui para fortalecer essa luta e defender um Brasil onde a vida das mulheres negras seja respeitada e valorizada.”

Já para a diretora suplente Maria das Graças, o momento simboliza união e urgência: “É emocionante ver tantas mulheres negras unidas pela justiça e pelo bem viver. Estamos em Brasília para reforçar que nenhuma política pública é completa sem enfrentar o racismo que atravessa nossas vidas. Seguimos juntas, na luta por dignidade e direitos.”
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